DECLARAÇÃO DE FÉ
DEUS
Existe apenas um único Deus verdadeiro, eterno, omnipotente (todo-poderoso), omnisciente (que tudo sabe) e omnipresente (presente em toda a parte), manifestado em três Pessoas eternas, coiguais, coeternas e coexistentes: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Eles criaram todas as coisas através da Pessoa eterna do Filho, Jesus Cristo, em quem todas as coisas foram criadas, por Ele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas, sendo JESUS a imagem perfeita e a revelação de Deus.
O PAI
O Pai eterno, sendo a Cabeça da Santíssima Trindade, é a autoridade suprema sobre todas as coisas, por quem todas as coisas vieram a existir e por quem todas as coisas foram criadas através da Pessoa de Jesus Cristo. O Pai está sentado no trono dos céus como o grande e supremo Deus e Rei tanto da eternidade como da criação, na Sua igualdade, existência e eternidade coeternas com o Filho e o Espírito Santo. Não apenas criou todas as coisas através da Pessoa de Jesus Cristo, mas também manifestou o Seu glorioso amor ao mundo ao enviar o Seu Filho, que glorificou o Seu nome. Por meio de JESUS, Ele revelou a Sua imagem, caráter, coração, mente, essência, a nova aliança e a plenitude dos Seus decretos eternos. É somente através do novo nascimento, do verdadeiro arrependimento e da fé na Pessoa de Jesus Cristo que podemos ser reconciliados com Ele e ter acesso à Sua presença. Cristo é um com o Pai e, através de JESUS, Ele será para sempre glorificado.
O FILHO
A Pessoa eterna do Filho e Segundo Membro da Santíssima Trindade tornou-se homem há cerca de dois mil anos. Por meio do nascimento virginal operado pelo Espírito Santo, EMANUEL (DEUS CONNOSCO), a eterna Palavra de Deus, fez-se carne e habitou entre nós. Ele veio para viver uma vida de dores, familiarizado com o sofrimento, para cumprir plenamente toda a Lei em lugar dos pecadores e ir à cruz do Calvário, onde sofreu, derramou o Seu precioso sangue, morreu e ressuscitou ao terceiro dia para realizar a salvação eterna de todos os que verdadeiramente se arrependem e creem n'Ele como seu Senhor e Salvador. A todos os que nascem de novo pela fé n'Ele, concede não apenas o perdão e a libertação do inferno, mas também uma herança eterna que será manifestada tanto nos céus atuais como, no devido tempo, nos novos céus e na nova terra.
O ESPÍRITO SANTO
A Pessoa eterna do Espírito Santo, sendo o Espírito do Pai, o Espírito do Filho e o Espírito de Deus (sendo um com o Pai e com Cristo), é contudo uma Pessoa distinta, eterna, coigual, coeterna e coexistente. Ele desceu em forma corpórea semelhante a uma pomba no batismo de Cristo, quando o Pai declarou que Jesus era o Seu Filho amado, em quem tinha todo o Seu agrado. O Espírito Santo, terceiro Membro da Santíssima Trindade, tem estado na terra durante os últimos dois mil anos desde a Sua descida no Dia de Pentecostes. Ele convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo, concedendo o novo nascimento a uma multidão incontável de pessoas de todas as idades, tribos, nações e línguas, através da sua fé em Cristo por meio do Evangelho. Ele é o Consolador dos crentes e habita neles. Por Ele são selados e preservados em segurança até ao Dia da Redenção, para louvor da glória de Deus.
CRIAÇÃO
Deus criou todas as coisas em seis dias literais. No primeiro dia, criou a luz e separou a luz das trevas. No segundo dia, criou o sol, a lua e as estrelas. No terceiro dia, criou toda a vegetação. No quarto dia, criou todas as criaturas marinhas. No quinto dia, criou todos os animais e insetos. No sexto dia, criou a humanidade. No sétimo dia (também conhecido como o Dia de Sábado), descansou. A criação tem sido sustentada durante aproximadamente seis mil anos pelo poder omnipotente de Deus, pelo Seu decreto soberano e pela Sua sustentação omnisciente e omnipotente de todas as coisas.
A HUMANIDADE
No final da criação de Deus, Ele criou o homem e a mulher à Sua própria imagem, para que ambos pudessem conhecê-Lo e adorá-Lo. Criou-os em dois géneros distintos e complementares, masculino e feminino, refletindo perfeitamente a imagem e a natureza de Deus. Originalmente, estavam destinados a herdar a criação e a sujeitá-la antes da entrada do pecado no mundo.
O PECADO
O pecado entrou no mundo através da desobediência de Adão quando ele comeu do fruto proibido da árvore do conhecimento do bem e do mal. Por esse ato, a morte passou a toda a humanidade. Sem fé no Senhor Jesus Cristo, essa morte conduz ao que é conhecido como a segunda morte, o castigo consciente e eterno no fogo eterno.
A SALVAÇÃO
O dom gratuito da salvação é concedido exclusivamente àqueles que reconhecem a sua inimizade pecaminosa contra Deus, reconhecem que justamente merecem o inferno eterno por causa dos seus pecados e se afastam verdadeiramente das suas ofensas, colocando a sua fé e confiança em Jesus como seu Senhor e Salvador. O Senhor Jesus Cristo declarou, enquanto esteve nesta terra, que ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo. Assim, todos os que O recebem, sejam judeus ou gentios, pois todos são chamados ao arrependimento e à fé n'Ele, receberão o Espírito Santo, nascerão de novo gratuitamente e receberão o dom da vida eterna.
O BATISMO
O batismo destina-se aos crentes que professam ter nascido de novo. É realizado por imersão total, simbolizando que foram sepultados com Cristo e ressuscitados juntamente com Ele. Este batismo por imersão total também é comparado ao dilúvio de Noé, quando o mundo foi submerso, representando a purificação completa da nova natureza do crente. O batismo retrata de forma muito clara a união do crente com a morte de Cristo e a sua nova vida com Ele.
A GRANDE COMISSÃO
Por meio do grande mandamento de Cristo, os crentes são chamados a ir a todas as nações e pregar a todos o Evangelho eternamente salvador de Cristo, fazendo discípulos de todas as nações e batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Devem ensinar a todos tudo aquilo que faz parte da verdade de Deus revelada no Cristianismo, enquanto o Senhor trabalha com eles e permanece com eles até ao fim do mundo.
A BÍBLIA
A Bíblia é a Palavra viva, eficaz e infalível de Deus. Ela é una com Deus, procede de Deus e constitui a única autoridade para toda a verdade. A Bíblia contém a totalidade da revelação de Deus, bem como o relato da criação, da queda da humanidade e da obra salvadora de Cristo. Ela revela o Verbo encarnado para a salvação da alma do inferno eterno e para o dom da vida eterna, tanto nos céus atuais como nos novos céus e na nova terra que hão de vir. A Bíblia foi escrita por mais de quarenta autores ao longo de um período superior a mil anos e é composta por sessenta e seis livros.
SANTIFICAÇÃO
O novo nascimento em todos os crentes conduz a uma vida santificada, vivida em santidade, em conformidade com a obediência à lei de Deus em Cristo, demonstrando o nosso amor por Ele através da obediência aos Seus mandamentos morais e éticos, pelo poder do Espírito Santo que habita em todos os crentes. Quando os crentes falham em guardar esses mandamentos, cometem pecado (pois o pecado é a transgressão da lei) e recebem a devida correção, tanto nesta vida como na vindoura (no contexto das recompensas eternas). Os crentes são chamados a amar-se, encorajar-se e servir-se mutuamente enquanto exercem os seus chamados como cooperadores no Reino de Deus.
OS ÚLTIMOS TEMPOS (ESCATOLOGIA)
Sendo considerada refutada a doutrina do arrebatamento pré-tribulacional, a Igreja dos últimos dias deverá permanecer durante a tribulação, preparando-se em oração e vivendo de acordo com essa realidade até à Segunda Vinda do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo na plenitude da Sua glória, acompanhado pelos santos anjos. Na Sua vinda, destruirá o Anticristo, o falso profeta e o exército mundial da nova ordem mundial de Daniel 7 após os selos e as trombetas. A Sua Igreja glorificada e ressuscitada será então reunida pelos santos anjos para encontrar o Senhor nos ares.
Nesse momento, Ele elevará imediatamente Israel como o maior monte acima das nações e estabelecerá o Seu reino milenar. Os mártires de Cristo durante a tribulação reinarão com Ele durante dez séculos (mil anos), tendo Cristo como seu Cabeça. No final desse período, os reinos de Gogue e Magogue, enganados por Satanás após a sua libertação, serão destruídos pela sua traição contra Cristo e o Seu reino. Seguir-se-á então o Dia do Juízo, quando os santos de todas as eras, desde Adão até ao fim do mundo, participarão no julgamento de toda a humanidade.
Os justos herdarão o reino eterno de Deus, preparado para eles antes da fundação do mundo, no novo universo manifestado nos Novos Céus e na Nova Terra. Os ímpios que morreram sem conhecer Deus através de Cristo sofrerão o castigo do fogo eterno juntamente com Satanás e os anjos caídos.
Somente aqueles que verdadeiramente se arrependeram e foram salvos pela graça mediante a fé em Jesus como Senhor e Salvador, com base no Seu sacrifício adquirido pelo Seu sangue na cruz, na Sua morte e ressurreição, herdarão o dom gratuito da salvação e desfrutarão da vida eterna com todas as suas alegrias indescritíveis.
O CAVALEIRO BRANCO (SELO ABERTO) – AS NAÇÕES UNIDAS
“E vi quando o Cordeiro abriu um dos selos, e ouvi um dos quatro seres viventes dizer com voz semelhante ao trovão: Vem e vê. E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vencendo e para vencer.” (Apocalipse 6:1-2)
Este ministério cristão de consciencialização para a reforma escatológica reconhece a Organização Intergovernamental Mundial para a Paz das Nações Unidas como a interpretação mais provável do Primeiro Selo aberto do Livro do Apocalipse (ou possivelmente da sua atual organização opositora emergente, o Conselho da Paz). O Cavaleiro Branco da ONU consiste em:
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A organização intergovernamental mundial para a paz conhecida como Nações Unidas.
(Cavaleiro)
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A soberania dos Estados Unidos (juntamente com as outras quatro superpotências mundiais: Rússia, China, França e Reino Unido, exercendo a principal influência no Conselho de Segurança), bem como os restantes 188 Estados representados na Assembleia Geral como principal entidade de influência política destinada à harmonização internacional e à prevenção de conflitos entre Estados. (Coroa)
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A ONU apresenta-se como uma organização promissora e eficaz através da sua demonstração de aparente autoridade política, por exemplo, através da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança. Contudo, tal como um arco sem flechas, é em grande parte ineficaz na prevenção de muitos conflitos e praticamente incapaz de impor os seus objetivos de paz internacional. A ONU não possui um exército internacional próprio (as flechas simbólicas), exceto uma força muito limitada de manutenção da paz para intervenções pós-conflito e monitorização militar, conhecida como os Capacetes Azuis. (Arco sem Flechas)
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A entidade das Nações Unidas, apesar da sua limitada capacidade de trazer paz mundial duradoura, demonstrou ser um conquistador simbólico ao reunir cinquenta e um Estados na sua fundação em 1945 (“vencendo”), enquanto os restantes cento e quarenta e dois Estados se juntaram gradualmente durante os oitenta anos seguintes (“e para vencer”).
(Vencendo e para Vencer)
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Esta conquista mundial em nome da paz foi alcançada através dos abundantes recursos terrenos concedidos por Deus. (Cavalo Branco)
Esta interpretação do Primeiro Selo aberto como representando as Nações Unidas está intimamente ligada aos sinais já cumpridos do “Princípio das Dores” dos últimos tempos, os quais, ao longo dos últimos dois séculos, teriam precedido a principal tribulação descrita no Apocalipse antes da única Segunda Vinda do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo na plenitude da Sua glória com os Seus santos e os santos anjos.
O CASAMENTO
O casamento foi instituído por Deus e confirmado por Jesus como a união voluntária e vitalícia entre um homem e uma mulher, com exclusão de todas as outras pessoas. A Bíblia ensina que o casamento é o único contexto em que a sexualidade humana deve ser expressa e no qual a intimidade sexual deve ser vivida. Também ensina que os crentes devem abster-se de toda a imoralidade sexual.
(CESSACIONISMO CONTEXTUAL)
(O Espírito Santo, a Sua direção e os Seus dons continuam ativos, dentro do seu devido contexto)
Os grandes dons do Espírito que foram concedidos à Igreja no Dia de Pentecostes continuam em operação nos dias de hoje. Contudo, na grande maioria das suas aplicações, foram soberanamente limitados pela sábia providência decretada por Deus para serem utilizados quando Ele determina que devam ser utilizados e da forma como Ele determina que devam ser utilizados. Isto visa amadurecer a Igreja cristã para uma necessária dependência e foco exclusivo na Palavra infalível de Deus.
Estes dons (com exceção do dom bíblico de línguas, do qual foi profetizado que cessaria completamente no devido tempo, isto é, a capacidade de falar diferentes idiomas) continuam ativos de uma forma ordenada soberanamente por Deus que não ignora o entendimento da Igreja acerca de uma vida de negação própria e de tomar a cruz.Embora ocorram curas (ainda que raramente e de acordo com a vontade soberana de Deus para promover os Seus propósitos em benefício da Sua Igreja e do Seu reino eterno), na maioria dos casos elas não acontecem nesta vida. Por mais triste que isso seja para o cristão ou descrente aflito, essas enfermidades e condições fazem frequentemente parte da vida de carregar a cruz que o cristão nascido de novo deve suportar. Caso contrário, seria normal que os cristãos fossem continuamente curados nos hospitais, e médicos e cirurgiões não seriam geralmente necessários ao longo dos últimos dois mil anos.
O dom da profecia (a capacidade de predizer acontecimentos futuros), para além de revelar mistérios bíblicos relacionados com a verdade de Deus que nunca contradizem as Escrituras, tornou-se em grande medida pouco fiável. Isto deve-se à promessa do Espírito Santo através de Paulo de que as profecias se tornariam imperfeitas quando viesse o que é perfeito, ou seja, o cânon completo das Escrituras e o estabelecimento da Igreja de Deus na terra no final do primeiro século. Assim, muitas das chamadas profecias modernas estão praticamente destinadas a falhar, uma vez que a sua função outrora necessária deixou de ser necessária após a conclusão da Palavra de Deus e a revelação dos grandes acontecimentos dos últimos tempos através dos apóstolos. É frequente que os crentes profetizem de forma bíblica sem perceberem que estão a profetizar enquanto o Espírito os move a falar. Apenas depois de os acontecimentos se cumprirem é que por vezes percebem que profetizaram.
Quanto aos sonhos e visões, estes são frequentemente enganadores e perigosos devido à realidade dos espíritos mentirosos que concedem falsas revelações aos crentes. Isto acontece tanto por causa dos ataques e dardos inflamados de Satanás como pela falta de pureza cristã e moral.
Quando Deus realmente concede sonhos ou visões a um crente, embora isso não seja comum, estes, se verdadeiramente provenientes de Deus, são biblicamente puros, santificadores e de caráter admoestador, especialmente no contexto do pecado pessoal.
É quase sempre vontade de Deus que estas experiências raras e direções espirituais sejam mantidas em privado e recebam apenas a atenção estritamente necessária, se alguma atenção receberem, e somente de acordo com a sua verdadeira importância, sendo constantemente examinadas à luz de toda a Escritura.A principal obra do Espírito Santo na vida do crente é direcioná-lo para a Palavra de Deus e torná-lo dependente dela, e não da área cinzenta e perigosa das experiências espirituais, que frequentemente, ou até na maioria das vezes, são enganosas, perigosas, falsas, influenciadas por demónios e simplesmente desnecessárias. O Espírito Santo conduzirá sempre o crente à Bíblia como fonte de orientação em matéria de conhecimento, comportamento, discernimento e compreensão geral da vida cristã, tendo a Pessoa de Cristo e o Seu sacrifício consumado como o foco central, fundamental e abrangente da vida do crente.
A IGREJA (ECLESIOLOGIA) A HIERARQUIA DA IGREJA
A Igreja deve ser liderada por uma pluralidade de homens nascidos de novo, experientes, santificados e fiéis, começando por presbíteros experientes e biblicamente qualificados, seguidos por pastores, mestres e diáconos. Isto inclui também a prática doutrinária geral da Igreja. Uma congregação deve seguir o padrão neotestamentário de uma pluralidade de líderes pastorais e mestres aos quais a congregação se submete, e não ser liderada exclusivamente por um único homem nem concentrar-se numa doutrina de um só homem. Caso contrário, surgem diversos erros e problemas, incluindo um espírito de papismo e uma preeminência autoritária mal colocada.
A MANUTENÇÃO DA LEITURA DA PALAVRA
Toda a Igreja fiel e verdadeiramente guiada pelo Espírito terá a Bíblia como o seu foco doutrinário e fundamento supremo, central e principal. A Bíblia é a Palavra inspirada, infalível, viva e autoritativa de Deus, pela qual toda a verdade é proclamada e sem a qual todo o erro surge.
A MANUTENÇÃO DA CEIA DO SENHOR
A Ceia do Senhor é uma ordenança dada pelo próprio Senhor Jesus Cristo na noite anterior à Sua crucificação, para que os crentes se lembrem da Sua obra sacrificial na cruz para a nossa salvação.
O pão partido (preferencialmente sem fermento, tal como foi utilizado na Ceia original, simbolizando a Sua ausência de pecado e o facto de ter sido partido por nós, sendo o fermento um símbolo do pecado na Bíblia) e o vinho tinto simbolizam o Seu precioso sangue derramado para remover os pecados do mundo. Embora seja desejável que a Ceia do Senhor seja celebrada em cada Dia do Senhor, as igrejas e os crentes têm liberdade de consciência para recordar o sacrifício do Senhor tantas vezes quantas estiverem plenamente convencidos de que o devem fazer, quer em cada reunião, semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente, pois o Senhor disse: "...Fazei isto todas as vezes que o beberdes."
A Ceia do Senhor deve ser praticada apenas por crentes nascidos de novo e batizados, mas de forma aberta, permitindo que aqueles que foram aprovados pelos presbíteros se levantem para receber o pão e o vinho quando estes forem distribuídos, para que os visitantes não sejam desnecessariamente excluídos ou escandalizados.
O ESTUDO FIEL DE MINISTROS HONRADOS POR DEUS E DE OBRAS DOUTRINARIAMENTE SADIAS
(como guias não autoritativos)
A Igreja deve encorajar fielmente a leitura de obras de mestres sólidos, comentários doutrinariamente confiáveis e ministérios pessoais destinados à edificação do corpo de Cristo, como meios de orientação e enriquecimento doutrinário. Contudo, estes permanecem secundários no ensino e não possuem a autoridade apostólica ou profética das Escrituras do Antigo e do Novo Testamento.
LIBERDADE DE PRÁTICA INDEPENDENTE
Porque o Novo Testamento não fornece instruções detalhadas para muitos aspetos práticos da vida da Igreja (por exemplo, que um culto deve começar às 9h00 de domingo), a Igreja tem liberdade para organizar tantos estudos bíblicos, reuniões de oração, atividades de discipulado, reuniões em casas, trabalhos evangelísticos e cultos matinais ou vespertinos no Dia do Senhor quantos considerar necessários.
Por exemplo, o meu modelo pessoal para um culto matinal no Dia do Senhor seria o seguinte (liderado apenas por homens fiéis):
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Avisos iniciais.
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Louvor e adoração de abertura (hino ou cântico evangélico).
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Leitura pública da Palavra de Deus.
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Hino ou cântico evangélico.
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Ceia do Senhor aberta aos crentes professamente salvos, nascidos de novo e batizados que tenham previamente falado com os presbíteros.
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Oração e ação de graças pelo pão.
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Oração e ação de graças pelo vinho.
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Hino ou cântico evangélico.
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Oração geral antes da mensagem.
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Sermão ministrado por um pastor ou mestre aprovado pelos presbíteros.
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Oração final.
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Hino ou cântico evangélico de encerramento.
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Avisos finais e pedidos de oração da Igreja.
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Serviços ou atividades subsequentes ao longo do dia.
Este modelo sugerido é inteiramente uma preferência pessoal, pois, como referido anteriormente, não existe nas Escrituras um padrão detalhado passo a passo.
Desde que uma Igreja permaneça fiel à leitura da Bíblia, à celebração da Ceia do Senhor, à adoração, ao louvor, à oração e à continuidade na doutrina apostólica (doutrina bíblica sólida com Cristo, o Seu sacrifício consumado e o Evangelho como foco principal), sendo liderada por homens fiéis e instruídos, possui liberdade de consciência para organizar os seus cultos da forma que considerar mais apropriada.
AS MULHERES DEVEM PERMANECER EM SILÊNCIO NAS IGREJAS
(Enquanto continuam a ser uma parte fiel e ativa do corpo de Cristo nos seus respetivos chamados)
Isto aplica-se no contexto de dirigir-se à igreja como um todo. A mulher não deve exercer qualquer função de fala pública nem de condução da oração pública (especialmente a pregação, pois esta é uma responsabilidade e privilégio ordenados por Deus ao homem e expressamente proibidos à mulher). No entanto, as mulheres são igualmente valiosas aos olhos de Deus e receberam o mesmo privilégio divino de participar na Grande Comissão através da partilha fiel e pessoal do Evangelho com outras pessoas (fora do púlpito), bem como através do ensino e discipulado individual de mulheres mais jovens fora do contexto das reuniões públicas da igreja. São chamadas não apenas a submeter-se e honrar os seus maridos, mas também a submeter-se aos seus presbitérios e líderes pastorais dirigidos por homens.
AS MULHERES DEVEM USAR COBERTURA NA CABEÇA DURANTE A ORAÇÃO
Embora existam círculos cristãos que ensinam e exigem o uso da cobertura da cabeça durante todo o culto, Paulo foi muito claro no contexto do início do capítulo 11 de 1 Coríntios ao afirmar que a mulher não deve estar com a cabeça descoberta quando ora ou profetiza. Contudo, esta exigência aplica-se apenas quando a própria mulher está a orar ou a profetizar.
Uma vez que a profecia exercida por mulheres (no sentido de transmitir uma mensagem diretamente inspirada por Deus) já não é considerada necessária após a conclusão das Escrituras e o estabelecimento completo da igreja apostólica no final do primeiro século, a exigência da cobertura da cabeça durante os cultos deve aplicar-se principalmente aos momentos de oração. Assim, segundo o sentido natural do texto, a mulher tem liberdade para permanecer sem cobertura durante as restantes partes do culto, incluindo quando o homem "profetiza", ou seja, quando prega ou ensina sob a direção do Espírito de Deus. O texto ensina claramente que a cobertura da cabeça se aplica apenas aos momentos em que as mulheres participam pessoalmente na oração ou em alguma forma de fala profética. Estar com a cabeça descoberta durante a oração ou quando uma mulher fala desta forma a outras mulheres é considerado um ato de desonra pessoal, uma vez que os anjos estão presentes e observam o culto e a ordem de submissão estabelecida por Deus na igreja. Assim, esta ofensa diz respeito à desonra pessoal e à falta de respeito pela presença dos anjos, e não a uma suposta "rebelião total contra a autoridade de Cristo".
Este costume bíblico foi amplamente praticado ao longo da história da igreja (existindo fortes evidências históricas de que era observado pela maioria das igrejas até à década de 1960), mas desapareceu em grande parte como consequência da apostasia espiritual generalizada que marcou os últimos dois séculos e que também afetou o cristianismo autêntico.Para evitar extremismos relativamente a esta questão, o texto é claro ao indicar que as mulheres podem permanecer sem cobertura durante grande parte do culto e colocá-la apenas durante os momentos de oração. Como a profecia já não é considerada uma prática normal em igrejas doutrinariamente saudáveis, as mulheres são livres de remover a cobertura noutros momentos sem que isso constitua pecado em si mesmo. Se uma igreja optar por não seguir este costume para agradar à maioria, isso representa certamente uma falta de obediência ao mandamento de Deus no contexto do culto e uma negligência da presença dos anjos. Tal pode resultar na perda de recompensas espirituais e, em certo sentido, fazer com que tal igreja seja considerada "a menor" no reino dos céus em comparação com igrejas que honraram esta prática ao longo da história. Contudo, esta questão não deve ser exagerada ao ponto de considerar uma igreja inválida ou deixar de a reconhecer como uma verdadeira igreja. Alguns grupos sectários ampliam esta falha ao afirmar que a ausência da cobertura da cabeça por parte das mulheres constitui uma rebelião completa contra a autoridade de Cristo, algo que o texto não ensina e que Paulo nunca pretendeu ensinar. Tais interpretações são por vezes utilizadas para controlar membros e impedir que abandonem determinado grupo através da manipulação da consciência.
Embora esta prática deva ser obedecida, a ausência da cobertura não deve causar divisões nem romper a comunhão entre igrejas ou crentes que optem por não seguir este costume.
Uma forma prática de resolver esta questão consiste em os líderes da igreja disponibilizarem coberturas laváveis à entrada do culto, explicando gentilmente o seu fundamento bíblico e incentivando o seu uso durante os momentos de oração.A maioria das pessoas aceitará esta prática por respeito. Após o culto, as coberturas podem ser recolhidas, lavadas e preparadas para a reunião seguinte, promovendo assim a ordem e a harmonia na igreja. Famílias ou mulheres que não estejam satisfeitas com a sua igreja (quando as razões envolvem outros problemas significativos além da questão da cobertura da cabeça) podem também juntar-se a outra igreja e dar um bom exemplo usando a cobertura durante a oração e explicando com gentileza por que razão estão convencidas desta prática com base em 1 Coríntios 11.
Qualquer igreja ou grupo de igrejas que, de forma controladora, abusiva ou quase sectária, force os seus membros a permanecer ignorando o contexto evidente da oração e transformando esta questão numa alegada rebelião total contra a autoridade de Cristo deve ser evitado caso se recuse a corrigir-se e a reconhecer o contexto claro da passagem.
A LIBERDADE DA DISCORDÂNCIA FRATERNA SEM DIVISÃO
Se o assunto em discussão não for uma doutrina fundamental, uma verdade essencial da fé ou uma questão moral e ética, não devem existir conflitos graves dentro da igreja local, a fim de evitar qualquer tipo de divisão. Isto não significa, contudo, que os crentes devam ser impedidos de expressar opiniões sobre questões secundárias. Quando existirem divergências sobre assuntos de menor importância, estas devem poder ser expressas de forma amorosa e respeitosa fora do contexto formal da congregação.
Os crentes devem sentir-se livres para discutir abertamente temas espirituais, mesmo quando sejam controversos, desde que isso seja feito com respeito e sem causar dano aos outros. Tal pode ser feito desde que não se provoque divisão desnecessária no corpo de Cristo, quer dentro quer fora da igreja local. Por exemplo, posso discordar amorosamente da tua posição de que fumar não é pecado, enquanto te encorajo a abandonar esse hábito, sem transformar a questão num problema da igreja. No entanto, se encorajares ativamente outros membros a fumar ou se fores um líder que influencia outros a fazer o mesmo, então a questão torna-se um problema moral.
A LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA NOS CHAMADOS MINISTERIAIS OU SECULARES
Cada membro da igreja possui liberdade de consciência para escolher trabalhar para o reino de Deus quer através do ministério da igreja (caso esteja convencido de um chamado divino, deseje seguir um caminho de discipulado e receba a aprovação dos presbíteros após anos de estudo e avaliação), quer através de uma profissão secular que honre a Deus. Cada homem e cada mulher é livre para agir de acordo com a sua própria convicção e consciência nesta matéria.
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